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Última atualizaçãoSab, 11 Nov 2017

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Moçambique está vivendo um "avivamento" onde mais de 450 mortos "ressuscitaram"

Em 1997, os missionários Heidi Rolland  Baker participaram da “Bênção de Toronto”, no Canadá, com o objetivo de serem avivados pela oração. Heidi estava tão desesperada pelo toque de Deus que, no meio da mensagem de Randy Clark correu até a frente da igreja.

Diante de milhares de pessoas ela se ajoelhou no altar, levantou as mãos e começou a gritar desesperada. Randy Clark viu o que o Espírito Santo estava fazendo nela e disse: "Deus quer saber, você quer a nação de Moçambique?" Ela gritou em voz alta: "Sim!"

Refletindo sobre essa experiência transformadora, ela escreveu: “O poder de Deus me atingiu como um raio. Eu vibrei e gritei por sete dias e sete noites depois disso. Senti a presença de Deus tão intensamente que fiquei incapacitada. Eu não conseguia andar, falar ou me mover. Muitas pessoas riram, mas não havia nada de engraçado nisso para mim. Foi um tempo poderoso e sagrado”, comentou.

Heidi lembra que recebeu uma profecia sobre Moçambique, a nação devastada pela guerra: "O cego verá, o surdo ouvirá, o aleijado andará, o mudos falarão, os mortos ressuscitarão e as multidões virão a Jesus". Estas promessas pareciam improváveis, mas a missionária estava disposta a lutar por algo mais.

Um novo tempo

“Eu literalmente queria sair e procurar o máximo de cegos que eu pudesse. Vivendo em uma das nações mais pobres da terra, eles são bastante fáceis de encontrar. Eu devo ter orado por 20 cegos, e nenhum deles enxergou. Mas eu continuei orando. Me lembrei dessas palavras proféticas que o Espírito Santo derramou em meu coração. Havia uma presença tão poderosa do Espírito Santo que eu apenas disse: ‘Eu não vou desistir. Um dia eles vão ver’. Levou tempo, mas a Palavra começou a se tornar realidade. Os cegos começaram a ver, os surdos começaram a ouvir, os aleijados começaram a andar", conta.

A historiadora de religião Candy Gunther Brown reconhece que "as curas milagrosas, a multiplicação sobrenatural dos alimentos e as ressurreições dos mortos, alimentaram o crescimento da igreja em áreas predominantemente muçulmanas de um dos países mais pobres do mundo".

Tim Stafford, um jornalista do site Christianity Today, relatou como a missionária convidou os deficientes auditivos para serem curados em determinada reunião de oração. “Quero que alguém surdo chegue à frente, quem não pode ouvir, Deus vai te curar esta noite”.

Certa noite, Heidi Baker ministrava e todas as atenções se voltaram para Antonio, um menino de 12 que havia perdido completamente sua audição. Antonio não podia se explicar, porque ele não conseguia ouvir e nem falar. Heidi colocou suas mãos sobre Antonio e orou, dando ao garoto um microfone. "Ba-ba!", ela gritou. "Ba-ba", Antonio repetiu. "Jesus", disse a missionária. "Jesus", repetiu o garoto, que estava completamente curado.

Grandes milagres

Stafford lembra que em junho de 2011, em uma conferência regional em Mieze, um milagre notável aconteceu. "Heidi começou a orar pela pequena Albertina, uma bebê de 8 meses que tinha nascido sem pupilas e era totalmente cega. Heidi a segurou de frente para a mãe e disse para ela chamar seu nome. A pequena Albertina abriu os olhos. Ela tinha lindas pupilas castanhas em ambos os olhos e podia ver sua mãe pela primeira vez”.

“Províncias inteiras estão sendo transformadas pelo Evangelho, em Moçambique", disse a missionária. "Regiões antes conhecidas como muçulmanas são agora consideradas cristãs. Isso pelo poder de Deus”.

Randy Clark, que trabalhou em estreita colaboração com o ministério de Heidi, declarou: “Desde que ela foi tocada por Deus em Toronto, durante o avivamento, cerca de 1 milhão de pessoas foram levadas ao Senhor”, informou.

Moçambique têm experimentado um verdadeiro avivamento. Na nação, existem 10 mil igrejas que já reunem cerca de 450 testemunhos de pessoas que foram ressuscitadas dos mortos. Isso também está afetando o modo como eles ministram aos pobres, órfãos e viúvas.

Com milhares de igrejas e multidões de convertidos, Heidi está reproduzindo um padrão visto na igreja primitiva e nas narrativas missionárias do século XIX, onde curas e outras ocorrências milagrosas acompanharam a pregação evangelística e foram prelúdios para o rápido crescimento da igreja.

Fonte: Guia-me


Comissão da reforma política decide que líder religioso não será obrigado a se afastar para disputar eleições

A Comissão Especial da Reforma Política aprovou nesta terça-feira (9) a unificação para seis meses dos prazos de desincompatibilização para quem quer concorrer a cargos públicos. A medida faz parte do segundo relatório parcial do deputado Vicente Candido (PT-SP).

Pela desincompatibilização, a pessoa que pretende concorrer a mandato eletivo deve afastar-se de cargo, emprego ou função pública de exercício atual para disputar as eleições. Também existem prazos legais de desincompatibilização para algumas funções privadas de visibilidade, como dirigentes sindicais e radialistas, por exemplo.

Candido alterou o prazo de quatro para seis meses, independentemente do cargo em disputa, depois do debate na comissão na última quinta-feira (4). A proposta traz um Projeto de Lei Complementar que altera a Lei de Inelegibilidade (Lei Complementar 64/90), que hoje prevê prazo de afastamento de seis meses para a maior parte dos cargos, mas quatro ou três meses para alguns.

O relator fez outra mudança para que militares, membros do Ministério Público e do Judiciário saiam de função pública quando se filiarem aos partidos. Atualmente, o militar com mais de dez anos de serviço e sem cargo de comando, por exemplo, só vai para inatividade se for eleito.

Líderes religiosos

A comissão especial também rejeitou a inclusão de líderes religiosos na desincompatibilização de seis meses para concorrer a cargos públicos. O item foi muito criticado por alguns parlamentares. 

O deputado Márcio Marinho (PRB-BA) afirmou que a inclusão é discriminatória. “Acho que há um medo porque os líderes religiosos têm interface grande à sociedade. Por que não o cantor, os artistas, o jogador de futebol. Por que só os líderes religiosos?”

Para o deputado Ronaldo Fonseca (Pros-DF), a mudança, se aprovada, pareceria direcionada a atingir determinadas lideranças religiosas. “Estão com medo de quê? Já é proibido se usar igreja para fazer política, é abuso de poder religioso. Não tem lógica.” 

A colocação de prazos idênticos acabaria favorecendo alguns possíveis candidatos em relação a outros, segundo o deputado Marcos Rogério (DEM-RO). “Estamos atribuindo aos líderes religiosos o mesmo poder de influência que o prefeito? Não me parece proporcional nem razoável.” 

Já para o relator, a inclusão de religiosos não é uma perseguição, mas uma busca de isonomia entre outros possíveis candidatos. “O assunto é tão relevante que temos aqui uma bancada com 90 parlamentares ligados a instituições religiosas. Estou no caminho da isonomia”, argumentou Candido. Segundo ele, assim como apresentador de rádio ou televisão tem uma audiência, o líder religioso tem a possibilidade falar a grandes públicos e precisa deixar suas funções com seis meses de antecedência. Candido informou que o item rejeitado hoje poderá voltar ao texto em votação futura.

Favorável à proposta do relator, o deputado Aliel Machado (Rede-PR) afirmou que instituições religiosas recebem recursos públicos para projetos sociais e, por isso, deveria ser desincompatibilização como outras funções. “O caso do líder religioso envolve questões públicas e dinheiro público, indiretamente. Essa regra é justa e correta.”

Conforme a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a comissão não quer diminuir a liberdade religiosa no Brasil. “Não podemos criar um dissenso agora que pode atrapalhar o principal depois, que é o financiamento. Se não tivermos paciência política, vamos inviabilizar”, comentou.

Fonte: Agência Câmara Notícias e Folha Gospel

Muçulmanos copiam culto pentecostal para impedir conversões ao cristianismo

Um número crescente de grupos islâmicos da Nigéria está usando o formato dos cultos pentecostais para impedir que muçulmanos se convertam ao cristianismo, de acordo com a agência de notícias Agence France-Presse.

A Nigéria era um país composto por maioria muçulmana em 1953, quando apenas 21,4% da população era cristã e 33,3% pertencia a outras religiões. Os islâmicos representavam 45,3% dos nigerianos, segundo dados do Centro Pew Research.

No entanto, a partir de 2010, a Nigéria passou a ter uma população mais equilibrada, formada por 80,5 milhões de cristãos e 75,7 milhões de muçulmanos, segundo o estudo.

Atualmente, a Nigéria possui a maior população cristã da África, abrangendo quase 60 milhões de protestantes, cerca de 20 milhões de católicos e mais de 750 mil cristãos de outras linhas teológicas.

Os principais grupos cristãos têm crescido na Nigéria desde a década de 1970, segundo o Pew Research. No entanto, o maior índice de crescimento foi registrado nas igrejas pentecostais, marcadas por uma adoração intensa e vibrante.

Para contrariar essa tendência, alguns grupos islâmicos introduziram no sudoeste da Nigéria "novas modalidades de oração, doutrinação e repertórios de adoração que normalmente se aproximam de modelos associados ao cristianismo pentecostal", avaliou Ebenezer Obadare, professor de sociologia da Universidade de Kansas, nos Estados Unidos.

Esses grupos islâmicos agora realizam sessões carismáticas nas manhãs de domingo, acrescentando um dia alternativo às tradicionais orações de sexta-feira. Segundo Obadare, esta medida foi feita para impedir que muçulmanos frequentem os cultos cristãos nos domingo de manhã.

Na cidade de Lagos, o imã da sociedade muçulmana Nasrul-lahi-li Fathi imita até mesmo o estilo de pregação dos pastores evangélicos da Nigéria. Enquanto anda para cima e para baixo diante de milhares de fiéis, homens e mulheres sentados nos tapetes de oração levantam as mãos para o céu e louvam a Alá — exatamente como fazem os pentecostais.

Fonte: Guia-me

"A religião muitas vezes oprime, mas a cruz nos fez livres", diz Priscilla Alcantara no Bial

Na última terça-feira (9), o apresentador Pedro Bial recebeu em seu novo programa 'Conversa', personalidades do meio cristão que têm alcançado grande repercussão nas redes sociais. Entre eles estiveram a cantora Priscilla Alcantara, o humorista Vini Rodrigues e o cantor Ton Carfi.

Após passar o trecho de um de seus vídeos para o seu canal no Youtube, Bial perguntou à sua convidada: "Com seus vídeos, a quem você ajuda e quem você irrita?".

Priscilla respondeu à pergunta direta do apresentador, explicando que seu público acabou sendo formado por jovens que se identificam com sua forma de olhar para a vida cristã.

"Eu ajudo pessoas que de algum modo foram frustradas ou traumatizadas com a religião. Eu ajudo todo mundo que precisa de uma esperança na vida. A maioria são jovens, pessoas a partir de uns 14 anos. De alguma forma elas me vêem como amiga. Eu exponho muito a minha fé e a minha vida com Deus para de algum modo ajudá-las e elas confiam em mim".

"A religião religião muitas vezes oprime e sobrecarrega o homem, sendo que a cruz nos fez livres da escravidão. Então, muitas vezes, essas pessoas foram frustradas com a religião, mas eu as ajudo a não descontar essa frustração (que a religião trouxe) em Deus", explicou.

Após a primeira parte da explicação da cantora e Youtuber, Bial insistiu na segunda parte de sua pergunta: "E quem não gosta...?".

"Algumas pessoas religiosas, mais tradicionais, que não gostam muito daquilo que eu faço, exatamente por sair do padrão. Mas eu tenho uma vida com Deus e Ele nunca me impôs algum tipo de rótulo", disse.

Priscilla acrescentou que um ponto importante da mensagem que ela quer passar aos jovens em suas pregações e vídeos é que Deus está acima de qualquer religião.

"Deus não é uma religião. Ele é alguém. Quando você acha que Deus se limita à religião, traz esse certo peso e parece que andar com Deus é um fardo pesado, sendo que não é. Se você vê Deus como alguém, vai entender que para você se tornar santo, não é questão de seguir uma lista de regras", destacou.

A cantora também concordou com o apresentador, quando ele a interrompeu, sugerindo que é mais uma questão de intimidade com Jesus.

"Quanto mais você anda com uma pessoa, mais você aprende com ela, mais você se parece com ela. Quanto mais você tem intimidade com Ele [Jesus], mais você se parece com Ele", destacou.

O sociólogo da USP, Ricardo Mariano também foi convidado a participar de um bate-papo em conjunto com os três convidados do programa e temas, como casamento gay e política também ganharam um espaço na conversa.

O programa completo pode ser conferido no vídeo abaixo.

Fonte: Guia-me 

'Fui abandonada por meus pais numa ilha para morrer ao ficar grávida aos 12 anos'

Em muitos lugares de Uganda, país no leste da África, mulheres que não eram casadas e ficavam grávidas eram abandonadas pela própria família em uma ilha no lago Bunyonyi para lá morrerem e não mais envergonhar seus parentes.

As que tinham mais sorte eram resgatadas - e uma delas ainda está viva.

Patience Atuhaire, repórter da BBC África, conversou com Mauda Kyitaragabirwe que foi largada nessa ilha aos 12 anos, mas conseguiu sobreviver.

"Quando minha família descobriu que eu estava grávida, me colocaram numa canoa e me levaram à Akampene [Ilha da Punição]. Fiquei lá sem comida ou água por quatro noites. Lembro de ter ficado faminta e com frio. Eu quase morri", contou Kyitaragabirwe.

No quinto dia, um pescador apareceu. Ele disse a ela que poderia levá-la para casa. "Eu desconfiei. Perguntei a ele se estava me enganando e se ele queria me jogar na água", relata a africana.

Mas ela foi surpreendida com a resposta. O pescador disse que iria levá-la para ela ser a mulher dele. "Então, ele me trouxe para este lugar", disse à repórter, num tom afetuoso e reflexivo.

 

Sentada numa cadeira simples na varanda da casa onde vive com o marido, na vila de Kashungyera, distante dez minutos de barco da ilha - que nada mais é que um pequenino pedaço de terra com mato -, ela conta detalhes de como foi abandonada e resgatada.

Inicialmente, Kyitaragabirwe não sabia como cumprimentar a repórter da BBC. Tyson Ndamwesiga, neto dela e guia local, contou que ela falava o dialeto local. Kyitaragabirwe abriu um sorriso e segurou a repórter pelo cotovelo, num gesto que o povo bakiga somente reserva aos parentes que há muito não veem.

Kyitaragabirwe é esbelta, caminha com passos firmes e acredita ter aproximadamente 80 anos. A família dela, contudo, acha que ela é muito mais velha. Ela nasceu antes de as certidões de nascimento serem comuns nessa região de Uganda. Então, é impossível precisar a idade de Kyitaragabirwe.

"Ela tinha um cartão de eleitor antes da independência de Uganda [em 1962]. Isso é o que usamos para contar de trás para frente. Achamos que ela tem uns 106 anos", diz Ndamwesiga, um morador do local.

Para a tradicional sociedade bakiga, uma mulher jovem só podia ficar grávida depois do casamento. Casar uma filha virgem significava receber um dote, normalmente pago com gado.

Uma mulher grávida sem estar casada era vista não apenas como motivo de vergonha, mas como alguém que impediria a família aumentar o patrimônio. Por isso, para se livrar do "fardo", era comum abandoná-la na ilha, para que lá morressem.

Localizada numa área remota, a ilha praticamente continuou assim depois que missionários e colonizadores chegaram em Uganda, no século 19. Na época em que as mulheres que ficavam grávidas antes de se casarem eram abandonadas no local, pouca gente sabia nadar ─ em especial as mais jovens.

Perguntei a Kyitaragabirwe se ela ficou com medo. Ela balança a cabeça para um lado, franze a teste e me responde.

"Deveria ter 12 anos. Se você é retirada de casa e colocada em uma ilha onde ninguém mais vive, no meio de um lago, você não ficaria com medo?"

Em outra parte da região, no atual distrito de Rukungiri, meninas grávidas eram atiradas de um penhasco nas cachoeiras de Kisiizi.

A lenda diz que a prática só parou quando uma das meninas arrastou consigo seu irmão.

Nunca ninguém sobreviveu à queda. Mas o mesmo não aconteceu na Ilha da Punição, graças aos homens que não podiam arcar com os custos de pagar por uma noiva.

Isso porque os homens que se casavam com as mulheres que viviam no local não tinham de pagar o dote.

Depois de seu marido tê-la levado para sua casa, no vilarejo de Kashungyera, Kyitaragabirwe virou motivo de curiosidade e fofoca.

Durante décadas, ela se tornou uma atração turística - sua casa era uma parada regular para turistas na trilha histórica da região.

Enquanto falava sobre sua história de vida, ela parava de falar e olhava para suas mãos de maneira contemplativa.

Em outros momentos, como quando lhe perguntei como ela perdeu a visão de um olho, Kyitaragabirwe se mostrou evasiva, instintivamente levando sua mão ao rosto.

O assunto mais sensível pareceu ser o destino do bebê que ela carregava quando foi abandonada para morrer.

"Estava grávida de poucas semanas. Nunca tive o bebê. Naquela ocasião, você não podia lutar para se defender. Se você fizesse isso, seria espancada", diz ela, enxugando as lágrimas.

Mesmo que não tenha sido totalmente direta, entendi o que Kyitaragabirwe quis dizer. A agressão foi tão violenta que ela perdeu o bebê.

A prática de punir as meninas - descrita no idioma local como "okuhena", termo que deu nome à ilha (Akampene) - era centenária. E Kyitaragabirwe teria sabido das consequências de uma gravidez.

"Eu ouvi falar de outras meninas que foram enviadas à Ilha da Punição, mas ninguém próximo a mim. Parece que eu também fui tentada pelo Satã", ri ela.

Kyitaragabirwe nunca mais viu ou ouviu falar do homem que a levou ao "caminho do Satã". Mas diz ter sabido que ele morreu há muitos anos.

De seu marido, James Kigandeire, que morreu em 2001, Kyitaragabirwe disse: "Ele me amava! Ele realmente cuidava de mim".

"Ele dizia: Eu tirei você da selva, e não vou fazê-la sofrer".

"Tivemos seis crianças juntos. Ficamos em casa juntos até ele morrer".

E, mesmo que tenha demorado décadas, ela finalmente se reconciliou com sua família.

Ela sorriu e disse: "Depois que me tornei cristã, perdoei todo mundo, até meu irmão que me levou de canoa até a ilha".

Kyitaragabirwe é considerada a última mulher a ter sido abandonada na ilha, uma vez que a prática morreu com a ascensão do cristianismo e com o fortalecimento do governo na região.

Ainda assim, mulheres grávidas não casadas foram desaprovadas pela sociedade por muitos anos.

"Eu tenho três filhas. Se algumas delas ficasse grávida antes de se casar, não a culparia ou puniria por isso", diz Kyitaragabirwe.

"Sei que isso pode acontecer com qualquer mulher. Se uma mulher jovem ficar grávida hoje, ela pode vir para a casa dos pais e receber os devidos cuidados. As pessoas que ainda realizam tais práticas são cegas", conclui.

Fonte: Uol


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