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Última atualizaçãoSab, 11 Nov 2017

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Missões

Torturado diz que fez as mais profundas orações no cativeiro

Douglas Joseph Shimshon Al-Bazi é um padre católico iraquiano de 43 anos que foi preso e torturado por um grupo extremista durante 9 dias. Antes disso, escapou de dois atentados a bomba e levou um tiro de fuzil.

Ele está no Brasil esta semana, para dar palestras em eventos promovidos pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre. Veio contar como todos os grupos cristãos iraquianos estão se unindo para suportar o massacre realizado pelos jihadistas na Síria e Iraque nos últimos anos.

Ele conta que antes de 2003, existiam mais de dois milhões de cristãos no Iraque. Hoje, o número não chega a 200 mil. Existem milhares de pessoas refugiadas, vivendo em acampamentos. Para Douglas não é um conflito, “é um genocídio”.

Em 2006, ele foi sequestrado por um grupo muçulmano que tentava conseguir dinheiro da igreja por seu resgate. Ficou com sequelas no corpo e na alma, mas não abandonou sua fé. Nos quatro primeiros dias ficou sem água, teve o nariz quebrado e torturado todas as noites.

Durante quase o tempo todo ficou vendado e com as mãos, acorrentadas. Lembra que seus   sequestradores faziam muitas perguntas. Certo dia, foi golpeado na boca com um martelo. Um dente se soltou e a resposta do extremista foi: “Não se preocupe, você tem vários dentes e nós ainda temos vários dias”.

Seu testemunho é que durante o tempo no cativeiro fez “as mais belas e profundas” orações de sua vida. Felizmente, sua igreja acabou negociando e ele foi libertado. Continuou seu trabalho com a comunidade cristã da região, mas só viu as coisas piorarem desde então.

Hoje vive em um campo de refugiados, na cidade de Erbil, ao Norte do Iraque. “A igreja se tornou um escudo para aqueles que querem se proteger. As famílias vivem em contêineres, organizados por caravanas. Temos escolas e saúde, na medida do possível. A cada dia chegam mais pessoas, sem esperanças de voltar para casa”, desabafa.

Embora uma grande quantidade de pessoas tenha fugido para a Europa, ainda há muitos que esperam que a situação no Iraque volte ao normal. Embora viva diariamente o sofrimento, é direto: “Quem sou eu para questionar Deus?”. Ele resume a situação assim: “Eu sou meu povo. O sofrimento que eu passei é o sofrimento que o cristianismo passa, hoje, no Oriente Médio”.

Católicos, evangélicos e outras minorias cristãs vivem em harmonia na região. O relatório apresentado pela Ajuda à Igreja que Sofre mostra que o sequestro e execução de cristãos, independe de denominação.

Douglas veio ao país com uma mensagem “Vim pedir ajuda. Pedir que o Brasil ouça o grito do meu povo e dissemine essa mensagem. Falem alto, acordem o mundo, além de fazer suas orações por nós”. Para ele, é provável que, se a situação não mudar, muito em breve não haverá mais cristãos no Iraque.

Oficialmente o governo do Brasil não tem se pronunciado sobre os massacres a cristãos no Oriente Médio. Mesmo assim, o país tem aceitado refugiados da região.

A única fala oficial foi durante um encontro na Organização das Nações Unidas em 2014, quando a presidente Dilma Rousseff fez um discurso polêmico.  Ela condenou os bombardeios das forças armadas norte-americanas contra o Estado Islâmico (EI).  “Eu lamento profundamente isso. O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU”, afirmou.

 

Com informações de Extra/Prime


Com igrejas incendiadas, cristãos se reúnem nas casas

Igrejas localizadas em Bukoba, na Tanzânia, estão sofrendo vários ataques e os cristãos pedem ajuda ao ministério Portas Abertas pedindo palavras de ânimo.

Desde o início deste mês, homens desconhecidos incendiaram três igrejas, o ataque é parecido com o que aconteceu em 2013 quando 13 congregações foram incendiadas e até hoje ninguém foi acusado pelos crimes.

Um analista do Portas Abertas afirma que entende as dúvidas que os cristãos estão sentindo nesse momento de perseguição. “Eu compreendo o que esse povo está sentindo, no momento devem estar se perguntando: ‘será que as águas não vão mesmo nos afogar, e esse fogo já não consumiu nossas igrejas?’. E não os culpo pelas dúvidas e desânimo que sentem, depois de tudo o que passaram”, disse ele.

O analista estava no noroeste da Tanzânia e teve contato com missionários que estavam com os cristãos de Bukoba. “Alguns dos meus companheiros de equipe passaram um tempo com esses cristãos, depois do incêndio, e eles disseram que os danos realmente foram extensos. As pessoas perderam tudo. Os agressores são estratégicos porque realmente querem colocar fim na igreja da Tanzânia, o país que ocupa a 33ª posição na classificação dos mais perseguidos do mundo”.

A atitude dele foi orar e entregar a Deus todas as dúvidas que ele e os demais cristãos vêm tendo neste momento de incerteza. “Compreendi que Deus nem sempre evita que certas coisas aconteçam, mas Ele fortalece seus filhos, na fúria das águas e não deixa que o fogo venha consumir a sua fé”, revela.

Mesmo com as igrejas incendiadas, os cristãos estão se reunindo em outras casas parar orar e clamar a Deus e estão dispostos a reconstruir os prédios que foram queimados.

Fonte: Prime

Estado Islâmico tortura e crucifica cristãos que se recusaram a negar o nome de Jesus

O Estado Islâmico registrou mais um episódio de perseguição a cristãos ao executar um grupo de fiéis que, orando o Pai Nosso, se recusou a negar o nome de Jesus.

O caso foi registrado na Síria, na última semana. Entre os doze fiéis que recusaram se converter ao islamismo em troca de sua vida, havia uma criança de 12 anos de idade.

De acordo com informações do Christian Today, três homens e o menino foram mortos crucificados, depois de serem torturados pelos extremistas.

Missionários da organização humanitária Christian Aid relataram que o assassinato dos cristãos ocorreu na região de Aleppo, e que os militantes do Estado Islâmico fizeram torturas físicas e psicológicas.

Diante da recusa dos cristãos em se converterem ao islamismo, o menino foi torturado na frente de seus pais e familiares: “Em frente ao líder da equipe e parentes no meio da multidão, os extremistas islâmicos cortaram as pontas dos dedos do menino e o bateram severamente, dizendo a seu pai que parariam de tortura-lo somente se ele, o pai, se convertesse ao islamismo”, diz um trecho da nota divulgada pela Christian Aid.

“Eles foram mortos por se recusarem a converterem-se ao islamismo depois de abraçar o cristianismo, assim como foram os outros oito trabalhadores humanitários, incluindo duas mulheres”, acrescentou a nota.

Mesmo diante de toda essa pressão, o pai do menino se manteve firme em sua fé, e terminou crucificado ao lado do filho e de seus dois amigos, também cristãos.

Os outros oito cristãos, que estavam em outro local na aldeia, também foram convidados a renunciar à sua fé. Quando eles se recusaram, os extremistas reuniram os espectadores e os fizeram assistir o estupro coletivo de duas mulheres do grupo. Na sequência, eles decapitaram os oito cristãos.

Segundo informação veiculada pelo Christian Post, a morte dos 12 cristãos é o caso mais recente de execução feita pelo Estado Islâmico em casos de cristãos que se negam a renunciar a Cristo. Desde a guerra civil começou em 2011, o número de cristãos na Síria diminuiu para quase um terço da população original e agora pode ser inferior a 200 mil fiéis.

 

Fonte: G+

Cristãos sírios refugiados na Alemanha continuam sob perseguição de muçulmanos, diz missão

As dificuldades enfrentadas por cristãos que emigraram da Síria para a Europa fugindo das ações extremistas de grupos radicais como o Estado Islâmico não se resumem apenas a questões como abrigo e cidadania.

A Missão Portas Abertas relatou que cristãos sírios que estão vivendo em albergues na Alemanha têm sido alvo de ameaças e insultos por parte de outros imigrantes adeptos do islamismo.

Um líder cristão que atua na área, identificado apenas como Martens, afirmou em entrevista ao jornal alemão Die Welt que “os muçulmanos estão dominando estes locais e impondo a sharia, que é a lei islâmica” aos cristãos refugiados.

Há casos em que os cristãos têm sido proibidos de frequentar a cozinha dos abrigos e outros locais comuns, de acordo com fontes da Portas Abertas: “Mas esta é apenas a ponta do iceberg, pois há ameaças de morte e atos de violência contra os cristãos de várias denominações, mas em especial aos muçulmanos convertidos ao cristianismo, que são considerados traidores por eles”, explicou um dos correspondentes.

No estado da Turíngia, as autoridades alemãs estabeleceram uma divisão entre os refugiados, definindo áreas para cristãos e muçulmanos. No entanto, em outros estados da Alemanha, as autoridades não concordam com essa medida

“É difícil ver como os refugiados são atacados por todos os lados: precisam respeitar os muçulmanos radicais, mas eles estão dentro da Alemanha. Por outro lado, eles estão ali porque fugiram da perseguição religiosa de seus países, mas as ameaças continuam mesmo na Europa”,comentou Martens

A vida de perseguição religiosa, segundo ele, acompanha os refugiados mesmo estando sob a proteção de um país e um continente que prezam pela liberdade: “Esses refugiados não podem contar com uma vida segura, independente de onde estejam. Estes são fatos que nos remetem a alertar sobre o sério desafio que as igrejas da Alemanha e da Europa vão enfrentar daqui para a frente”, concluiu.

Fonte: G+

 

Pastor Saeed Abedini foi torturado com choques na prisão do Irã, relata entidade

O pastor Saeed Abedini teria sofrido novas sessões de tortura na prisão do Irã onde está sendo mantido desde sua condenação, há três anos.

Recentemente, a esposa do pastor, Naghmeh, o visitou na prisão e se deparou com relatos de que Abedini teria sido torturado com um taser (arma de imobilização que aplica choques) durante uma recente rodada de interrogatórios.

De acordo com o Centro Americano para Liberdade e Justiça (ACLJ), esses interrogatórios seriam o início do cumprimento de ameaças feitas ao pastor quando de seu julgamento. Na ocasião, as autoridades iranianas teriam afirmado que poderiam aumentar a pena de oito anos de prisão de maneira arbitrária.

Na época em que foi preso, Abedini foi acusado de espionagem contra o Irã. Agora, o pastor está sendo interrogado novamente sob a acusação de manter ligações com grupos rebeldes e fazer declarações contra o governo, o que poderia abrir um novo processo contra ele, mesmo com suas negativas a respeito das acusações e a indicação de que nunca integrou partidos políticos no país.

Consistente em sua versão, Abedini teria ressaltado nas recentes sessões de tortura que seu trabalho no país, após sua naturalização como norte-americano, era voltado à assistência de crianças em situação de risco e à construção de um orfanato, que inclusive teria recebido autorização do governo iraniano.

Inúmeras vezes o pastor foi tentado com a proposta de negar a Cristo para obter sua liberdade, opção prontamente recusada todas as vezes. A postura firme de Abedini resultou em vários espancamentos, que contribuíram para debilitar sua saúde.

Novamente, os relatos de que as autoridades da prisão estão recusando cuidados médicos adequados ao pastor causaram preocupação, e o ACLJ estaria preparando uma estratégia para dialogar com o presidente do Irã, Hassan Rouhani, após seu discurso na Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York (EUA), visando a libertação do pastor.

“Quando este pesadelo vai acabar? Saeed não é um criminoso. Ser cristão e motivado por valores cristãos para ajudar as crianças mais pobres e mais carentes no Irã deve ser visto como algo bom para a sociedade iraniana. Vemos que mais uma vez a linha dura no Irã está tentando forjar provas contra o meu marido e que ele foi abusado e torturado. Isto é quase insuportável […] É tempo de que os governos de todo o mundo mudem seu foco para as injustiças do governo iraniano e peçam que liberte o meu marido. É o momento para que as empresas que procuram fazer negócios no Irã olhem além de seus lucros e vejam a instabilidade de um governo conhecido por aprisionar os homens e mulheres inocentes que exerceram as suas liberdades fundamentais”, desabafou a esposa de Abedini.

 

Fonte: G+


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